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“Da pedra lascada às canetas ópticas: as @rtes visuais na contemporaneidade” é um projeto que nasce de um desejo de preenchimento de uma lacuna prático-teórica que percebemos em nossa experiência enquanto educadoras da rede municipal de ensino da cidade de Juiz de Fora. Ao observarmos por um lado, a carência de materiais, sejam eles impressos e/ou digitais, que extrapolem uma visão tecnicista e fetichizada das novas tecnologias na sociedade atual, e por outro lado, por constatarmos que em muitos momentos a arte vem sendo trabalhada a partir de uma visão fragmentada e desistoricizada, perdendo assim, sua conotação mágica inicial, e passando, desta forma, a se configurar cada vez mais enquanto uma mercadoria na sociedade capitalista.
Pensando em um modo de superar essas concepções de arte e de tecnologia, criamos a Turma dos Arteiros que é um grupo de crianças que faz aquilo que toda criança gosta de fazer: aprender – e o tempo todo. Em todo lugar e hora essa turma mostra como podemos aprender – e muito – sobre a arte, indo além dos aspectos técnicos, identificando a tecnologia presente no trabalho do artista, percebendo que a cada avanço técnico-científico há um novo instrumento de trabalho e novas possibilidades de manifestação artística.
Indicado para o estudo de crianças entre 8 e 16 anos o e-book bem orientado pode ser usado em qualquer idade. Com o objetivo de unir arte, tecnologia, cultura, história e crítica social em aventuras cotidianas de duas meninas e três meninos, o e-book apresenta-se apenas como “ponto de partida” a um trabalho maior, de analise contextualizada e historicizada das mudanças artísticas, em especial nas artes visuais, no recorte da pintura, do desenho, da fotografia, do cinema e da arte digital, a partir da evolução técnico-científica na contemporaneidade. |
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| Seja bem-vindo! Venha conhecer as mudanças nas/das artes visuais a partir das aventuras da Turma dos Arteiros! |
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CAPÍTULO 1
Personagem: Rabisco
Episódio: O jogo do desenho |
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Sinopse: Rabisco inicia um capítulo em que, junto com a turminha, vai começar uma brincadeira nova: cada um dos amigos tem que descobrir o maior número possível de desenhos na sua rua e quem colecionar mais tipos será o vencedor. Nessa aventura, a turma se impressiona com a diversidade dessa arte no meio em que vive e descobre a charge, o quadrinho, o desenho artístico e outras modalidades que deixam todos fascinados. |
O capítulo 1 apresenta as múltiplas facetas do desenho, os educadores, seja eles: pai, mãe, avós ou professor podem explorar a utilização do estímulo ao visual, com destaque para o uso do sentido da visão, como é indicado no capítulo, além das variações possibilitadas pelo desenho como a charge, o croqui, as ilustrações. Sugerimos um trabalho mais aprofundado com o gibi e o desenho animado, modalidades que exercem grande fascinação ao público infantil.
Nos desenhos animados, é interessante discutir com as crianças a animação por computador, evidenciado que atualmente, o desenho não precisa, necessariamente, ser feito a mão livre, com lápis e borracha, havendo outros recursos para a sua elaboração. Não podemos esquecer de trabalhar a poluição visual, tema polêmico e urgente de debate em nossa sociedade.
Trabalhar com as crianças a confecção de um livro de imagens, a utilização de textos pautados no desenho e outros em que o desenho serve apenas como um complemento dispensável auxilia para que eles compreendam as diferentes formas de expressão da imagem e da escrita, e é claro, auxilia para que desenvolvam um maior arcabouço de recursos para se fazerem compreender. |
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CAPÍTULO 2
Personagem: Pincelada
Episódio: O trabalho de História |
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Sinopse: Nesse capítulo nossa pequena arteira realiza um belo trabalho da escola. Sua professora de história pede um resumo da época do Modernismo e a turma inova, contando essa história até os tempos atuais através da pintura. Aspectos da arte, como sua presença na arquitetura e vestuário são conhecidas pela turminha. Esse trabalho fez o maior sucesso! |
| Desconstruir a idéia de que a pintura serve apenas para “enfeitar” paredes e que a arte se faz presente no desenvolvimento sócio-cultural de cada sociedade é o objetivo deste capítulo. A arquitetura é destaque, evidenciando o Edifício Clube Juiz de Fora, que pode e deve ser aproveitado pelos educadores em uma lição mais aprofundada. O Modernismo e a Arte Moderna saem dos livros de história e se apresentam no vestuário, monumentos, pinturas, entre outros. Para quem acredita que o tema é abstrato demais, uma visita com as crianças ao Museu de Arte Moderna de Juiz de Fora e uma releitura do painel “As Quatro Estações” de Cândido Portinari podem evidenciar como as crianças compreendem e gostam de história. |
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CAPÍTULO 3
Personagem: Click
Episódio: O olhar sobre o bairro |
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Sinopse: Nosso registrador oficial das aventuras da turminha resolve denunciar alguns problemas que incomodavam a todos em seu bairro e que instrumento melhor que a fotografia? Toda a turminha se empenha em defender o meio ambiente e registrar seu olhar sobre tudo que a cerca. Desse modo, todos acabam estudando vários estilos dessa arte, que é super interessante para isso! |
A Educação Ambiental se faz urgente em nosso convívio social e sobrevivência. Enquanto manifestação sócio-cultural, a arte serve como meio de denúncia e expressão de idéias. Mostrar para as crianças que os diferentes olhares que lançamos sobre o mundo servem como meio de discussão e divulgação de conhecimentos oferece abertura para discutirmos a importância dos nossos atos e o efeito que eles produzem no ambiente. As crianças quando acreditam em uma causa, se envolvem e defendem a idéia. Acreditar na melhoria do mundo é natural ao ser humano e não deve ser desacreditado à medida que a criança cresce. Nesse capítulo a fotografia apresenta-se enquanto um instrumento de denúncia quebrando o estigma de servir apenas como forma de lembrança de pessoas, momentos e lugares.
Dê uma volta em seu bairro, fotografe aquilo que lhe interessar: as curiosidades, os prédios, as pessoas, as coisas boas e ruins, e discuta com seus amigos como podemos ajudar para tornar o lugar cada vez melhor de se morar. O mesmo pode ser realizado em uma escola e debatido com os alunos. Vale a pena realizar uma exposição com os diferentes ângulos fotografados por cada artista mirim! |
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CAPÍTULO 4
Personagem: Claquete
Episódio: Cinemania com a Turma dos Arteiros |
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Sinopse: Tudo começa quando o cinema da cidade, em comemoração aos 120 anos de Charles Chaplin, resolve passar uma sessão em homenagem a esse fantástico ator e diretor. Depois de assistirem a “Tempos Modernos”, a turminha sai do cinema discutindo o surgimento desta arte. A partir dessa oportunidade, todos foram apresentados aos antigos cinemas da cidade de Juiz de Fora e foram, assim, resgatando um brinquedo bem antigo chamado “lanterna mágica”. |
A expressão de uma época revela o caminho percorrido no passado, seu importante valor no presente, mas tem a sua essência evidenciada, principalmente, na utopia do futuro. Quem não se lembra de um filme que marcou, pelo menos, uma etapa da vida? A Sétima Arte também demonstra seus talentos para a criançada e porque não através do cinema de outrora? Não são só os efeitos especiais modernos que chamam a atenção desse público. Cultura, arte e crítica social estão em cartaz. Aproveite e crie um filme com nossas crianças... Qual será o título?
Aos educadores, há um importante aporte ao histórico dos cinemas na cidade. Aproveite! Será que a criança com quem conversamos já foi ao cinema? Percebe que esse pode ser mais do que um espaço de lazer? Vamos explorar o potencial dessa arte! Outra dica: romance, aventura e suspense são gêneros de histórias de filmes que são passados no cinema, o que possibilita que eles sejam classificados em tipos. Existem ainda vários outros gêneros. Que tal você incentivar a criança a pesquisar para achá-los e, com isso, descobrir qual ela mais gosta? E o seu gênero, qual é? |
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CAPÍTULO 5
Personagem: Ciberlind@
Episódio: A arte na Cibercultura |
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Sinopse: Neste capítulo, vamos superar a visão fetichizada do computador, já que vamos mostrar quem é que programa e comanda a máquina. Vamos discutir o potencial criativo do bom uso da informática, em especial no campo das artes visuais, conhecendo alguns recursos desse instrumento. Tudo começa quando a tia da Ciberlind@ diz que o computador está “matando” a arte e a turminha se empenha para convencê-la do contrário. |
| Preconceito e o medo do novo: vamos discutir esse assunto? A tecnologia nos traz vantagens? E desvantagens? Onde se encontra a diferença? Discutir quem comanda a máquina é essencial na formação humana, pois é necessário deixar claro à criança o potencial da criação do homem e o destino que ele pode fornecer à sua criação. O fetiche da tecnologia deve ser desconstruído pelo educador, que, junto à criança, irão descobrir as diferentes tecnologias e sua importância em cada época... |
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